Tunga

biografia

steel pod
escultura de ferro, vidro, aço carbono, água cromatizada
220 x 70 x 40 cm

Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (Palmares, Pernambuco, 1952 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016). Escultor, desenhista, artista performático. Filho do poeta e escritor Gerardo Melo Mourão (1917-2007), convive desde cedo com a literatura, experiência que marca sua formação. Muda-se para o Rio de Janeiro e, em 1974, conclui curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Santa Úrsula. No mesmo ano, exibe um conjunto de desenhos em sua primeira mostra individual, sob o título Museu da Masturbação Infantil, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Colabora com a revista Malasartes e o jornal independente A Parte do Fogo, ambas de curta duração [1]. Nesse período, participa de mostras no Canadá, Estados Unidos e Itália. Em 1981, integra a 16ª Bienal de São Paulo, onde apresenta a instalação Ão. No ano seguinte, participa da 40ª Bienal de Veneza, Itália. Em outubro de 1985, publica encarte na revista Revirão 2 – Revista da Prática Freudiana, com imagens da performance Xifópagas Capilares (1984) acompanhada da narrativa sobre a origem da obra. Em 1987, realiza o vídeo Nervo de Prata, em parceria com o artista multimídia Arthur Omar (1948). No mesmo ano, cria uma instalação para a 19ª Bienal de São Paulo, ocupando o vão do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Entre 1989 e 1990, amplia a presença de sua obra no circuito internacional, com mostras individuais em Londres, Chicago, Glasgow e Toronto. Em 1994, participa da 22ª Bienal de São Paulo e da 10ª Bienal de Havana, Cuba, onde exibe Barroco de Lírios. Da viagem a Cuba, surge o livro de artista Barroco de Lírios, publicado em 1997 pela Cosac & Naify. Em comemoração aos dez anos da editora, em 2007 é lançado Tunga, reunião de sete livros de artista. Em 1998, integra a 24ª Bienal de São Paulo e apresenta, pela primeira vez, no Rio de Janeiro, a obra-performance Tereza, parceria com o músico Arnaldo Antunes (1960). Em 2002, realiza a performance Floresta Sopão – Mondrongos Jambo, colaboração com o cineasta Murilo Salles (1950), que registra a obra no documentário És Tu Brasil, exibido na televisão em 2003.

Em 1986, o artista é premiado pelo governo do Rio Grande do Sul, pela exposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs). Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas. Em 1991, conquista o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte (Abca), pela obra Preliminares do Palíndromo Incesto. É um dos primeiros artistas contemporâneos a expor no Museu do Louvre, Paris, com a obra À Luz de Dois Mundos (2005). Em 2012, inaugura espaço dedicado à sua produção, a Galeria Psicoativa, localizada no Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho, Minas Gerais. Suas obras integram importantes acervos de museus nacionais e internacionais.

Fonte: Itaú Cultural