Victor Arruda

biografia

sem título
acrílica sobre papel
64,5 x 95,5 cm

Professor, desenhista, gravador e pintor Victor André Pinto de Arruda nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no ano de 1947. Decidiu que iria ser pintor aos doze anos de idade. Para poder seguir o seu sonho, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive e trabalha atualmente, e concluiu o curso de Museologia da Universidade Federal. Em 1975, participa de algumas exposições do Museu de Arte Moderna e da Bienal de Cuenca, no Equador. Ao contrário das vanguardas artísticas da década de 70 que rejeitavam os meios tradicionais da arte, Victor Arruda agiu através deles para apresentar imagens irreverentes, obscenas, toscas e incultas. Suas pinturas estavam muito ligadas aos movimentos modernos, como e Expressionismo e o Surrealismo. Após uma maior liberdade, começou a abordar questões mais pessoais e menos “artísticas”, fazendo uma espécie de diário psicoanalítico, pintando sem qualquer preocupação estética, quase automaticamente. Nos anos 80 sua pintura tomou um caminho quase oposto ao anterior, sem lhe negar as raízes, não se esquecendo da revolta. Além de tocar em questões e feridas bastante atuais, Arruda reverencia a história da arte, indicando influências como Tarsila do Amaral e René Magritte.

Como membro organizador do grupo Tato e Contato, é responsável pela instalação do primeiro ateliê de Arte Livre destinado a crianças, na Funabem, Rio de Janeiro, em 1977. Em 1982, torna-se organizador do setor infantil na mostra ”A Margem da Vida “ e atua como professor de artes plásticas no Instituto Penal Lemos de Brito. Assim, intensifica sua atuação participando das exposições: em 1985, Salão Nacional de Artes Plásticas; “Transvanguarda e Cultura Nacionais”, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1986; ainda no mesmo ano, Bienal Latino-Americana de Arte sobre Papel, em Buenos Aires. A convite de Oscar Niemeyer (1907 – 2012), pinta o painel do foyer do teatro do Memorial da América Latina, São Paulo, em 1989.

O crítico italiano Achille Bonito Oliva declarou que considerava “Arruda um dos artistas mais importantes, hoje, no Brasil.”

fonte: arthur fidalgo galeria; MAM Rio