VIBRATION GRAND CERCLE
acrílica em madeira e metal
52 x 52 x 13 cm
edição de 15
2010
A carreira de Antonio Asis (Buenos Aires, 1932 – Paris, 2019) sintetiza a história da Arte Óptico-Cinética, da qual foi um dos principais expoentes. Ao chegar a Paris em 1956, vindo diretamente da Escuela Nacional de Bellas Artes de sua Buenos Aires natal, Asis imediatamente se conectou com artistas que haviam participado da exposição O Movimento na Galerie Denise René no ano anterior. Ao mesmo tempo, sentia a necessidade de ir além da linguagem tradicional da abstração geométrica e, em nome de uma intuição relativa à estrutura vibratória do universo, romper com as amarras da forma fixa e imutável.
A grande inovação surgiu quando, assim como seu amigo Jesús Rafael Soto, adotou um sistema de grades sobrepostas — resultando em seu primeiro relevo vibratório, Linéaire [1956]. O tema central de sua obra estava, a partir de então, estabelecido. Isso envolvia telas metálicas com dois ou três tipos diferentes de perfuração sobrepostas a grades cujas formas geométricas regulares se dissolviam em explosões de luz sempre que o observador passava em frente a elas: as formas se desintegravam em partículas luminosas, com a matéria se transformando em energia.
Se a vibração é a verdadeira estrutura imaterial do universo, então a interação, a interferência, o contraste e a harmonia das cores são a sua manifestação visível. Asis conduziu suas investigações em uma série de obras menores, produzidas quase diariamente em seu estúdio em Paris. Grades que pareciam
tecer cores — com círculos concêntricos formando alvos pulsantes ou irradiando de múltiplos centros — testemunham seu espírito de pesquisa sistemática e uma mentalidade orgulhosamente alheia aos aspectos mundanos da criatividade. Além da diversidade dessas séries, as centenas de obras resultantes compartilhavam um objetivo comum: explorar o que Asis denominou de “estrutura vibracional” da cor, afirmando o movimento cromático como uma força preeminente e uma manifestação do dinamismo universal transmitida ao observador por meio da estimulação retiniana.
Arnauld Pierre
Fonte: site oficial do artista